OFICINA DE CANTO COLETIVO

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O Instituto Matonense Municipal de Ensino Superior – IMMES, em parceria com a Associação Cultural Coro e Osso, oferece para toda a comunidade acadêmica e sociedade matonense mais uma atividade de extensão: a Oficina de Canto Coletivo.

Participe!

Coordenação: Maestro Luiz Piquera (Grupo Vocal Coro e Osso)
Idade mínima: 16 anos |  40 vagas
6 encontros / aos sábados / de setembro a outubro

GRÁTIS

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 13/SETEMBRO
no setor de atendimento do IMMES

informações: www.coroeosso.com.br/oficina

realização:
IMMES
ASSOCIAÇÃO CULTURAL CORO E OSSO

Hoje tem RECITAL

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O Grupo Vocal Coro e Osso apresenta um repertório de arranjos vocais elaborados, com referências na música renascentista, hispano-americana e brasileira.

Regência: Luiz Piquera

Dia 17/07/2017
às 19h
Local: CEU – Centro de Artes e Esportes Unificados – Matão
PORTAL TERRA DA SAUDADE
Grátis

Apoio:
IMMES – Instituto Matonense de Ensino Superior

Coro e Osso inaugura sua Temporada 2017 de Concertos Didáticos

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Desde que nasceu, em 1990, cantar em escolas sempre fez parte da vida do Grupo Vocal Coro e Osso, que tem em seus Concertos Didáticos um dos maiores referenciais do seu trabalho ao longo do tempo.
Neste projeto, o Grupo evidencia nuances do ato de cantar coletivamente, coisa que a humanidade faz desde os primórdios de sua existência.
Cantar em grupo é a arte do Coro e Osso, que desfia em seu repertório músicas de muitos estilos e épocas, como as que demonstra na temporada 2017 de Concertos Didáticos, inaugurada no último dia 18, na Escola Estadual Prof. Henrique Morato.
Cerca de 500 pessoas, entre alunos, professores e equipe técnica da escola puderam ouvir e perceber uma pequena mostra dessa mistura que celebra a diversidade musical do mundo. Nesta viagem do ouvir, a renascença francesa de Pierre Attaingnant (em “Tourdion” – 1530) contrasta-se à vanguarda paulistana de Itamar Assumpção e Alzira Espíndola (em “Transpiração”), assim como nosso vizinho chileno Julio Numhauser (da canção “Todo Cambia”) afina-se bem no repertório com o paulistano/matonense Gerson Bruno (de “Passageiro”).
Com a maioria dos arranjos e a direção musical do maestro Luiz Piquera, Concertos Didáticos é projeto de carreira do Grupo Vocal Coro e Osso e já atingiu milhares de pessoas em todos esses anos, principalmente crianças e adolescentes das instituições públicas de ensino da cidade de Matão.
O projeto é gratuito e, como em todas as ações realizadas pelo Grupo, tem o apoio do Instituto Matonense Municipal de Ensino Superior – IMMES.
Além dos Concertos Didáticos, o Grupo Vocal Coro e Osso exibirá também uma série de recitais ao longo do ano, com o primeiro já marcado para o dia 7/5, às 20h, na Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Alto, com entrada franca e livre para todos os públicos.

 

Em maio tem Recital

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RECITAL

Grupo Vocal Coro e Osso apresenta um repertório de arranjos vocais elaborados, com referências na música renascentista, hispano-americana e brasileira.

Regência: Luiz Piquera

Dia 07/maio/2017
às 20h (após a missa)
Local: Igreja Nossa Senhora Aparecida – Matão-SP
Grátis
Apoio:
IMMES – Instituto Matonense de Ensino Superior

“Cántame” em fotos

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Veja registros de alguns momentos do espetáculo “Cántame”, lançado pelo Grupo Vocal Coro e Osso em outubro, no Espaço de Eventos Villa Dorana (Matão SP). O ‘amor’ e o ‘tempo’ foram temas celebrados pelo Grupo, que comemora 25 anos em 2015. O evento fez parte das atividades do Coro e Osso como ‘Ponto de Cultura’, projeto da Associação Cultural Coro e Osso em parceria com o Ministério da Cultura, Consórcio Intermunicipal Culturando e Prefeitura Municipal de Matão.
Fotos: Matheus Ricci

“FORÇA DA IMAGINAÇÃO, VAI LÁ”

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Artigo exclusivo de Zé Pedro Antunes, professor de literatura alemã da Unesp Araraquara, para o Jornal A Comarca.

 

Cántame

 


‘Força da imaginação, vai lá’


 

| Zé Pedro Antunes

 

Por que não dizer da perturbação que me toma de assalto ao emitir opinião sobre o que quer que seja. Uma conhecida, uma vez inventou uma fórmula sucinta: “Gosto, apenas gosto”. E garante que funciona, basta uma deslavada cara de conteúdo. “Aquele que pensa”, como se lê em Brecht, “não usa nem uma luz a mais, nem um pedaço de pão a mais, nem uma frase a mais”. Continuo tentando.

Em ‘Cántame’, foram tantos os momentos em que me vi à beira de um soluço. Sabe aquele nó na garganta? Um professor de redação que tive costumava falar em “arrepio estético”. Falo de transbordamentos que nada têm a ver com sentimentalismos. O nó na garganta tem a ver com o que se materializa em arte em nossa presença. Pois me digam se não emociona, se não arrepia ver cada um desses meus amigos de muito antes, inibições e entraves perdidos na distância juntamente com imposições do meio ou de um suposto destino que lhes coubesse, a se entregar por inteiro à representação.

No início, foi como se no palco as pessoas se multiplicassem, pudessem não vir a caber mais nem no tablado nem em si mesmas. Aí desviei o olhar para a bela peça que se via pendurada acima de todas aquelas cabeças poderosamente iluminadas e vi que era o espelho do que se movia ali abaixo, do que nos comovia no silêncio que se fazia ainda mais abaixo. Tratei então de me fi xar nas letras das canções, queria memorizar, selecionar, guardar alguns versos que me pudessem guiar no aperto de traduzir em palavras o que em palavras não cabe. Mas vi que teria tantos fi os soltos quantas eram as sombras a cruzar a boca de cena e quantos fossem os objetos a formar o centro do que julguei desde sempre existente lá no alto, obra de um só tapeceiro inspirado. Ao final, soube e vi que ali se juntavam os objetos guardados por cada um dos integrantes do grupo, inventário da memória afetiva desses “25 anos de existência e cantoria”, repertório de coisas paralelo ao repertório de canções e de sentimentos teatralizados.

E veio então uma canção de todo inesperada: ‘Abri a porta’. E era eu de volta no tempo, tentando saber como viera ela a ter conosco ali, tão coberta pelo pó da longa estrada. Depois de uma série de canções extremadas e contundentes, o baiãozinho estava a nos dizer que também tem que haver espaço para o contentamento mais brejeiro, para o assaz interioranamente nosso. Outro momento desses viria com o samba rasgado (‘Sonho Meu’ e ‘Força da Imaginação’), o uníssono a se afirmar em meio às elaboradas harmonizações costumeiras.

Escrevo com a impressão de já tudo ter dito e escrito sobre o Coro e Osso, nessa sua prodigiosa história que me tocou por sorte acompanhar tantas vezes tão de perto. Impressão de já ter rasgado toda a seda que houvesse por rasgar. E com a certeza de que eles já se encontram muito além do que um espectador como eu ainda possa dizer sobre o que fazem.

“Deve haver alguma forma de emoção que ainda não foi catalogada”, registrava um escritor austríaco em seu diário, para completar dizendo que essa é a nossa esperança. Num momento em que se comenta sobre o fim do ciclo das canções, em que tanta coisa sem graça nos rodeia e ameaça, penso que, enquanto o Coro e Osso seguir cantando, haverá sempre uma luz “al outro lado del río”, e os nossos remos seguirão “clavados nel água”. Sigo feliz com o Coro e Osso a vasculhar o baú dos nossos guardados mais íntimos, das nossas emoções mais profundas e duradouras, e a traduzir em cena uma certeza inabalável: “O que a mão ainda não toca / Coração um dia alcança / Força da imaginação, vai lá”.

 

Zé Pedro Antunes é professor de literatura alemã na Unesp-Araraquara

 


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