OFICINA DE CANTO COLETIVO

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O Instituto Matonense Municipal de Ensino Superior – IMMES, em parceria com a Associação Cultural Coro e Osso, oferece para toda a comunidade acadêmica e sociedade matonense mais uma atividade de extensão: a Oficina de Canto Coletivo.


Participe!

Coordenação:
Maestro Luiz Piquera
(Grupo Vocal Coro e Osso)

 

 

40 vagas

6 encontros / aos sábados / de SETEMBRO a NOVEMBRO

GRÁTIS

INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 13/SETEMBRO
no setor de atendimento do IMMES

informações: www.coroeosso.com.br/oficina

realização:
IMMES
ASSOCIAÇÃO CULTURAL CORO E OSSO

“Cántame” em fotos

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Veja registros de alguns momentos do espetáculo “Cántame”, lançado pelo Grupo Vocal Coro e Osso em outubro, no Espaço de Eventos Villa Dorana (Matão SP). O ‘amor’ e o ‘tempo’ foram temas celebrados pelo Grupo, que comemora 25 anos em 2015. O evento fez parte das atividades do Coro e Osso como ‘Ponto de Cultura’, projeto da Associação Cultural Coro e Osso em parceria com o Ministério da Cultura, Consórcio Intermunicipal Culturando e Prefeitura Municipal de Matão.
Fotos: Matheus Ricci

“FORÇA DA IMAGINAÇÃO, VAI LÁ”

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Artigo exclusivo de Zé Pedro Antunes, professor de literatura alemã da Unesp Araraquara, para o Jornal A Comarca.

 

Cántame

 


‘Força da imaginação, vai lá’


 

| Zé Pedro Antunes

 

Por que não dizer da perturbação que me toma de assalto ao emitir opinião sobre o que quer que seja. Uma conhecida, uma vez inventou uma fórmula sucinta: “Gosto, apenas gosto”. E garante que funciona, basta uma deslavada cara de conteúdo. “Aquele que pensa”, como se lê em Brecht, “não usa nem uma luz a mais, nem um pedaço de pão a mais, nem uma frase a mais”. Continuo tentando.

Em ‘Cántame’, foram tantos os momentos em que me vi à beira de um soluço. Sabe aquele nó na garganta? Um professor de redação que tive costumava falar em “arrepio estético”. Falo de transbordamentos que nada têm a ver com sentimentalismos. O nó na garganta tem a ver com o que se materializa em arte em nossa presença. Pois me digam se não emociona, se não arrepia ver cada um desses meus amigos de muito antes, inibições e entraves perdidos na distância juntamente com imposições do meio ou de um suposto destino que lhes coubesse, a se entregar por inteiro à representação.

No início, foi como se no palco as pessoas se multiplicassem, pudessem não vir a caber mais nem no tablado nem em si mesmas. Aí desviei o olhar para a bela peça que se via pendurada acima de todas aquelas cabeças poderosamente iluminadas e vi que era o espelho do que se movia ali abaixo, do que nos comovia no silêncio que se fazia ainda mais abaixo. Tratei então de me fi xar nas letras das canções, queria memorizar, selecionar, guardar alguns versos que me pudessem guiar no aperto de traduzir em palavras o que em palavras não cabe. Mas vi que teria tantos fi os soltos quantas eram as sombras a cruzar a boca de cena e quantos fossem os objetos a formar o centro do que julguei desde sempre existente lá no alto, obra de um só tapeceiro inspirado. Ao final, soube e vi que ali se juntavam os objetos guardados por cada um dos integrantes do grupo, inventário da memória afetiva desses “25 anos de existência e cantoria”, repertório de coisas paralelo ao repertório de canções e de sentimentos teatralizados.

E veio então uma canção de todo inesperada: ‘Abri a porta’. E era eu de volta no tempo, tentando saber como viera ela a ter conosco ali, tão coberta pelo pó da longa estrada. Depois de uma série de canções extremadas e contundentes, o baiãozinho estava a nos dizer que também tem que haver espaço para o contentamento mais brejeiro, para o assaz interioranamente nosso. Outro momento desses viria com o samba rasgado (‘Sonho Meu’ e ‘Força da Imaginação’), o uníssono a se afirmar em meio às elaboradas harmonizações costumeiras.

Escrevo com a impressão de já tudo ter dito e escrito sobre o Coro e Osso, nessa sua prodigiosa história que me tocou por sorte acompanhar tantas vezes tão de perto. Impressão de já ter rasgado toda a seda que houvesse por rasgar. E com a certeza de que eles já se encontram muito além do que um espectador como eu ainda possa dizer sobre o que fazem.

“Deve haver alguma forma de emoção que ainda não foi catalogada”, registrava um escritor austríaco em seu diário, para completar dizendo que essa é a nossa esperança. Num momento em que se comenta sobre o fim do ciclo das canções, em que tanta coisa sem graça nos rodeia e ameaça, penso que, enquanto o Coro e Osso seguir cantando, haverá sempre uma luz “al outro lado del río”, e os nossos remos seguirão “clavados nel água”. Sigo feliz com o Coro e Osso a vasculhar o baú dos nossos guardados mais íntimos, das nossas emoções mais profundas e duradouras, e a traduzir em cena uma certeza inabalável: “O que a mão ainda não toca / Coração um dia alcança / Força da imaginação, vai lá”.

 

Zé Pedro Antunes é professor de literatura alemã na Unesp-Araraquara

 


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A Comarca

“CORO E OSSO, FALANDO DE AMOR”

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Intensidade. “Pegou em todos nós a idéia de que o que importa é a construção, é a entrega, é a emoção que todos nós já sentimos nesse processo”, diz o maestro Luiz Piquera
Intensidade. “Pegou em todos nós a idéia de que o que importa é a construção, é a entrega, é a emoção que todos nós já sentimos nesse processo”, diz o maestro Luiz Piquera

 

Em entrevista concedida ao jornalista Sérgio Gabriel, do Jornal A Comarca, maestro Luiz Piquera fala sobre processos de criação e suas expectativas para a estreia do espetáculo Cántame.

 

| Sérgio Gabriel

No novo espetáculo, ‘Cántame’, grupo celebra o sentimento que nutre seu existir

Quem tem o privilégio de compartilhar da arte do Grupo Vocal Coro e Osso ao longo de seus 25 anos de existência, completados no último dia 12 de outubro, sabe do autêntico sentimento que move cada um de seus integrantes a se reunirem para cada ensaio, cada apresentação: o amor. “Esse amor tem sido a tônica, a força, o sentimento que nutre e orienta o cantar e o caminhar do Grupo Vocal Coro e Osso ao longo desses 25 anos de existência e cantoria”, atesta o maestro e arranjador Luiz Piquera.

Assim, nada mais natural – e certeiro – de que esse amor seja o tema do novo espetáculo do Coro e Osso, ‘Cántame’, que será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, na Villa Dorana. Ao costurar primorosamente um roteiro com 15 canções relacionadas ao amor, Piquera deixa clara a sua urgência de explicitar o tema: “Mais e mais temos que falar do amor, despudoradamente. Temos que fazer isso virar mais assunto. Às vezes, a gente fala mais daquilo que não quer e não aprecia, e falamos muito pouco daquilo que de fato gostamos e necessitamos”.

E talvez até mesmo pelo tema estimular uma constante partilha de sentimentos, a concepção do trabalho proposto pelo maestro foi prontamente assimilada pelo grupo desde a sua gênese. “Considero que o coro assumiu este espetáculo de uma forma muito mais intensa. Sempre houve total comprometimento em todos os trabalhos anteriores, mas agora pegou em todos nós a idéia de que o que importa é a construção. O que importa é o grupo, é a entrega, é a emoção que todos nós já sentimos nesse processo”, traduz Piquera.

Não raras vezes, em variados espetáculos nestes 25 anos, a intensidade dessa relação que emana do Coro e Osso extravasa do palco… e retorna da plateia matonense. “Acho muito bacana o carinho que temos do público de Matão. Integrantes de coros de outras cidades comentam sobre a dificuldade de levar público às apresentações, e aqui nós sentimos que o público de Matão responde de um jeito muito presente e muito carinhoso com o Coro e Osso. Não tem nobreza maior do que cantar para as pessoas de sua comunidade e ter essa retribuição carinhosa”, define Piquera, em entrevista que segue.

 

A Comarca – Como se relacionam os processos de pesquisa vocal desenvolvidos pelo coro com o conceito dos espetáculos?

Luiz Piquera – Nós trabalhamos com pesquisa o tempo todo, até mesmo porque cantar em coro abre muitas possibilidades. Hoje não sabemos nomear exatamente o contexto em que estamos, porque temos mais de uma linha de pesquisa. Por exemplo: o nosso trabalho autoral, Suíte Música Vogal, conduziu para uma abordagem sociológica a partir de uma música sem palavras, mas que tem discurso, apresentada inicialmente no espetáculo ‘Outro’ e depois no ‘Assentamento Instável’. Foi um tipo de pesquisa de linguagem artística que abriu muitas possibilidades com a teatralidade, evocando personagens e diálogos entre os atores-cantores numa dramaturgia. Em outra linha de pesquisa, trabalhamos com canções – com ênfase maior no espetáculo ‘Temporal’, quando passamos a questionar a própria construção dos arranjos. A canção para o canto coral é interessante porque parte de um canto solista, pois originalmente ela foi composta para ser cantada por um cantor e, de repente, nós vamos transformar aquilo ao elaborar uma harmonia, criar contrapontos, fazer um arranjo vocal para ser executado por um grupo de cantores em vários naipes. E no ‘Temporal’, nós começamos a refletir também sobre a questão instrumental. O formato de coral e orquestra existe desde o período barroco, então pensar em coro e instrumental não é algo tão estranho, mas pensar isso na dimensão da canção é interessante porque abre possibilidades de harmonias com os instrumentos e contribuições rítmicas de percussão. Isso foi trabalhado no ‘Temporal’, que teve como tema o ‘tempo’, analisado na obra de diferentes compositores brasileiros. Não diria que o ‘Cántame’ é um desapego, e sim um aprofundamento do ‘Temporal’, agregando outro elemento temático – o amor. Então, o ‘Cántame’ continua a linha de pesquisa do ‘Temporal’ com canções.

 

A Comarca – Como se deu o processo de escolha do repertório para o ‘Cántame’?

Piquera – Foi feita uma pesquisa muito grande. Algumas músicas ‘pularam’ para dentro do espetáculo, e foram conquistando o direito de fi car no roteiro. A pesquisa de repertório é outro ponto que procuramos desenvolver. Não basta apenas gostar da música, porque na hora de costurar um roteiro, aquela música que é tão bonita – e até pode falar do amor – pode trazer ruídos ao espetáculo. Por exemplo: se uma linda canção, que fala de uma relação amorosa, citar o nome de alguém – como ‘Ligia’, de Tom Jobim –, compromete o roteiro do espetáculo, pois Ligia não é nenhuma personagem do ‘Cántame’. Isso dificulta mais a pesquisa de repertório, pois a música escolhida deve ter a possibilidade de ‘liga’ com as demais canções do espetáculo. Então procuramos fazer um recorte do tema (o amor), que é absolutamente amplo, infinito, mas também apresentando como o amor pode ser observado nas mais variadas dimensões da vida.

 

A Comarca – O grupo cultiva uma relação muito próxima com canções de compositores latino-americanos. Elas também estão neste novo espetáculo.

Piquera – A gente faz questão dessa proximidade com a cultura latino-americana. Primeiro porque existe uma riqueza enorme na música dos nossos países vizinhos, principalmente nas canções de origem folclórica, onde os compositores buscam referências. O Jorge Drexler compôs uma canção se referindo a um tamboreiro, uma tradição que só existe por conta do horror da escravidão dos africanos levados para o Uruguai. Existe uma ampla variedade de ritmos, como a cueca, a cumbia, a salsa, o candombe, enfi m. Isso é maravilhoso! De alguma maneira, nós temos que olhar para essa riqueza que está tão próxima. A música dos Estados Unidos é muito bacana, a música inglesa também, mas existe mais do que isso, e bem próximo da gente. Então é importante exercitar esse ouvir.

 

A Comarca – Fale sobre a expressão ‘Cántame’, que dá título a este espetáculo cujo tema é o amor.

Piquera – O compositor venezuelano Franco De Vita expressa o amor de uma forma muito suplicante na canção ‘Cántame’. Quando me deparei com essa música, já envolvido pelo tema do espetáculo, eu senti que essa frase é imperativa, mas suplicante, de quem necessita da conjugação do verbo amar em duas pessoas ou mais, e não na solidão. O compositor suplica o desejo de que alguém expresse o amor. Acho que isso representa bem o conceito do espetáculo.

 

 

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AComarca

ESPETÁCULO CÁNTAME com o Grupo Vocal Coro e Osso

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CÁNTAME é o novo espetáculo do Coro e Osso que, seguindo sua linha de pesquisa sobre diferentes possibilidades para o canto coletivo, aprofunda a investigação de questões técnicas e estéticas sobre a ‘forma canção’ e a polifonia vocal, seja na elaboração dos arranjos e na condução interpretativa, seja na voz do cantor e o quê canta essa voz.

Tais questões já se fizeram presentes quando da montagem do espetáculo TEMPORAL (2010).

Porém, se o ‘tempo’ foi o objeto temático motor daquele trabalho, dessa vez, um outro elemento, tão nobre, e talvez tão absoluto – quem sabe ainda maior – é acrescentado na concepção e construção do espetáculo: o Amor.

E se aqui ele é objeto de estudo dentro do universo da canção, ele, o Amor, tem sido a tônica, a força, o sentimento que nutre e orienta o cantar e o caminhar do grupo ao longo destes 25 anos de existência e cantoria, comemorados agora, em 2015.

Concepção, direção e arranjos: Luiz Piquera

Direção e iluminação: Alexandra Mariani

 

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